CURSO SOBRE SAUDE MENTAL E TRABALHO
| author: Associação Lezeira Baré Introdução aos conceitos da Psicodinâmica do Trabalho, na visão Dejouriana.
Objetivo:
Divulgar a contribuição da psicodinâmica do trabalho para a compreensão sobre o mundo laboral dos processos psicossociais dentro das organizações, no qual se entrelaçam a objetividade e subjetivade ao mesmo tempo.
Temas:Psicopatologia do Trabalho; a relação homem-trabalho: carga psíquica positiva e negativa, carga de trabalho,carga psíquica e organização do trabalho, o sofrimento.
Exemplos clínicos: a experiência com motoristas de ônibus em Manaus.
Temas:Psicopatologia do Trabalho; a relação homem-trabalho: carga psíquica positiva e negativa, carga de trabalho,carga psíquica e organização do trabalho, o sofrimento.
Exemplos clínicos: a experiência com motoristas de ônibus em Manaus.
Ministrado por :
Ângela Maria Burga de Moura CRP: 01/12.168
Professora de pós-graduação de Segurança pública/Psicologia da Educação.
Data:
07/052011
Horário:
15hs-18hs
Local: Casarão de idéias . Rua Monsenhor Coutinho (entre o Rio Negro clube e o Colégio militar)
Investimento:
R$ 60,00- estudante
R$ 80.00- profissional
Inscrições e Informações:
Material didático gratuito.
Será fornecido certificado.
A saúde Mental em todos os Contextos
Marcadores: saúde Mental Contextos | author: NiloO que é Saúde Mental? Muitas dúvidas são suscitadas a respeito deste tema, e como todo tema polêmico e de difícil definição, não recai sobre a preocupação popular conhecer mais a fundo essa problemática; exceto pelos familiares que se encontram em sofrimento tanto quanto aqueles que necessitam de algum tipo de tratamento psicológico e pesquisadores ávidos pelo conhecimento e desenvolvimento nesta área.
Alguns conceitos são ressaltados quando se trata de Saúde Mental como a seguir: “A saúde mental (ou sanidade mental) é um termo usado para descrever um nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional ou a ausência de uma doença mental”, ou em uma abordagem mais popular, mas não menos importante, ”É sentirmo-nos bem consigo mesmo e na relação com os outros. É sermos capazes de lidar de forma positiva com as adversidades. É termos confiança e não temermos o futuro”
Ambas as sentenças se completam, uma vez que a relação saudável com o mundo e com os seres que o compartilhamos, seja de que reino animal for, proporciona a adaptação necessária para manter o equilíbrio psíquico e emocional.
Isso nos faz pensar sobre o que aconteceu em uma escola no Rio de Janeiro. Um ex-aluno entrou armado na Escola Municipal Tasso da Silveira e matou doze pessoas na manhã desta quinta-feira (7), em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um jovem aparentemente “NORMAL”, sem antecedentes ou comportamentos de violência e/ou abusos, tirava boas notas na escola, era um aluno, segundo relato de professores e antigos colegas, “calado, quieto, esquisito”.
Mas o que levaria uma pessoa a realizar um ato destes? Muitas são as hipóteses, que não cabe aqui ressaltar, vamos deixar para os especialistas. Mas vamos pensar no contexto da Saúde Mental de um ponto vista bem pessoal, vamos pensar na trajetória de vida deste sujeito, vamos nos indagar de que forma estamos vivendo e nos desenvolvendo e de que forma estamos colaborando para vida e desenvolvimento daqueles que convivemos, tanto no contexto da família, como no trabalho, na escola, na vizinhança. Vamos pensar qual é a contribuição moral e social que, NÓS–Sociedade, estamos realizando para mudanças significativas no contexto da Saúde e especificamente da Saúde Mental.
A escola é um espaço de desenvolvimento, é onde se possibilita o aprendizado, não hoje mais conhecido como educação bancária, mas que sofreu alterações e elevou a escola para um espaço de desenvolvimento intelectual e humano; não estão nossas crianças no ambiente escolar somente para aprender e apreender informações, mas para desenvolver o contato social e lidar com as variáveis que ocorrem neste ambiente, no trato com o professor e o corpo docente, no trato com os colegas e consigo mesmo, e na construção da noção de deveres e cumprimentos de regras. Desta forma, a Escola é uma das instituições que deve se preocupar com essa questão que é a Saúde Mental, administrando melhor a interação social ensinado os valores de respeito e generosidade, o apreço ao aluno, a liberdade na aprendizagem (não confundir com libertinagem), a relação professor-aluno, a valorização da pessoa que é o professor, o ambiente escolar como um todo, proporcionando um ambiente em que seus institucionalizados sintam-se seguros e se desenvolvam explorando suas potencialidades.
A Saúde Mental possui, desta forma, um atravessamento em todos os contextos de nossa vida, seja ao sermos cordiais, seja indo ao cabeleireiro e sentir-se bonita, estudando, namorando, enfrentando e resolvendo os conflitos de forma positiva, eliminando maus hábitos, assistido um filme, passeando no shopping, enfim, investimos em nossa Saúde Mental, quando investimos em nós considerando a existência de outros seres e respeitando-os em seu espaço e forma de vida. Isso é Saúde Mental, é sentir-se capaz e autônomo da própria existência e escolhas, é considerar que não estamos sozinhos, como cita John Donne.
“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
Nós da Associação Amazonense Lezeira Baré, lamentamos profundamente o acontecido na Escola Municipal Tasso da Silveira, e fazemos este alerta para que ocorram os DESENVOLVIMENTOS E REFORMAS NAS POLÍTICAS DE SAUDE MENTAL E EDUCAÇÃO DO PAÍS, primando à valorização dos brasileiros e como já dizia o poeta Renato Russo “Dessa gente que só faz sofrer”.
Mandamos o nosso abraço mais solidário a todas as famílias e amigos das vítimas do ataque.
Rafaella Magalhães
Movimento baré em prol da saúde mental
| author: Associação Lezeira BaréJá imaginou se você tivesse um surto psicótico e vivesse em uma cidade onde a maioria das instituições públicas, destinadas a lhe ajudar, encontra-se mal-estruturada e sucateada? Ou que, na tentativa de garantir o acompanhamento de seu familiar com sofrimento psíquico, necessitasse entrar numa fila, nas primeiras horas da madrugada, para tentar agendar uma consulta a ser realizada após noventa dias? Ou ainda, se fosse uma pessoa abandonada há mais de 20 anos em um hospital psiquiátrico, privada do direito de se manifestar sobre qualquer encaminhamento em relação a seu futuro? Essa é a realidade vivenciada por 12% da população manauara e, de forma ainda mais cruel, pelos 40 pacientes residentes no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro - CPER.
A Saúde Mental é uma questão social que envolve a TODOS enquanto cidadãos, pois, está presente e influencia diretamente todas as áreas da vida - trabalho, educação, vida em família e em sociedade. Cientes da situação atual da Saúde Mental no Estado do Amazonas e da importância de uma reorientação na implementação da Reforma Psiquiátrica, as ONGs Instituto Silvério de Almeida Tundis - ISAT e a Associação Amazonense em Saúde Mental Leseira Baré se uniram para dar origem ao Movimento Baré em prol da Saúde Mental.
Pedimos sua presença, no dia 18.4.2011, em uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, para, juntos, devolvermos a voz aos pacientes do CPER e a todos os outros portadores de sofrimento psíquico que foram silenciados e negligenciados pelo poder público e pela sociedade. Compareça!
Onde: Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas - Av. Mário Ypiranga Monteiro (Antiga Recife), Ed. Dep. José de Jesus Lins de Albuquerque, n° 3.950 - Parque Dez.
Dia 18 de abril de 2011 Horário:9:00hs
Enquete!!!!
| author: Associação Lezeira BaréA associação quer saber de você!
Vc sabe o que é reforma psiquiátrica?
responda!! os dados serão apresentados em futuras apresentações ou movimentos da luta antimanicomial!
Reforma psiquiátrica urgente!
| author: Associação Lezeira BaréO Estado do Amazonas conta com aproximadamente 3.393.369 ( três milhões trezentos e noventa e três mil trezentos e sessenta e nove habitantes, de acordo com estatística de 2009. A reforma psiquiátrica preconizada pela Lei 10.216 prevê a implantação de serviços substitutivos ao modelo manicomial ainda vigente na assistência em saúde mental.
Em todo o Estado, atualmente, existem somente 9 Centros de atenção psicossocial (Caps)[1], para atender portadores de transtornos mentais. Sendo que Caps tipo I estão nos municípios de Manicoré, Parintins, Rio Preto da Eva, Altazes, Parintins e Iranduba. Caps tipo II em Tefé e Manaus e Caps tipo III em Manaus. Há ainda o serviço do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro (CPER), principal referência do Estado do Amazonas nesta modalidade de atendimento. De acordo com os cálculos do Ministério da Saúde, no Amazonas o índice é de 0,12 CAPS/100.000 habitantes, o que é considerado insuficiente para o atendimento da demanda segundo os parâmetros do próprio Ministério.
O CPER, funcionando na cidade de Manaus desde 1894, situado à Avenida Constantino Nery, realiza em todo o seu complexo, em torno de sessenta e um mil oitocentos e oitenta e seis (61. 886) atendimentos ao ano, segundo estatística de 2010. Abriga, atualmente, quarenta e um (41) pacientes em regime asilar, alguns moradores da instituição há mais de trinta (30) anos. Outros com estado de lucidez com alguma preservação, mas abandonados pela família, participam da vida comunitária do entorno do CPER, reconhecendo ali sua moradia.. O CPER recebe ainda uma clientela vinda de municípios próximos ou Estados vizinhos ao Amazonas, correspondendo a 16,97% de todo atendimento institucional.
Diante do exposto, observa-se um movimento de reforma no âmbito da saúde mental no Estado do Amazonas seguindo a passos tímidos, com serviços que não conseguem atender à grande demanda de pacientes que cresce dia-a-dia. Pelo quadro populacional da cidade, necessitaríamos, de aproximadamente 18 CAPS somente na cidade de Manaus, o que indica que atualmente temos um nível inferior ao regulamentado pelo Ministério da Saúde.
O panorama faz-nos pensar que os serviços disponibilizados aos usuários do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro são deficitários diante da enorme demanda que todos os dia de segunda a sexta buscam a intituição para tratamento psiquiátrico. Um usuário para conseguir consulta médica necessita chegar extremamente cedo no espaço institucional, é frequente chegar no dia anterior e pernoitar no pátio do ambulatório. Esse drama vivido diariamente parece invisível numa sociedade que segue apressada fora dos muros institucionais.
Rosangela Aufiero
[1] O CAPS foi proposto como um local onde o paciente tem a sua disposição um grupo multiprofissional formado por psicólogos, assistentes sociais e médicos, prestando atendimento clínico em regime de atenção diária, a fim de evitar internações em hospitais psiquiátricos, proporcionando um tratamento mais digno junto à família e à comunidade.
Com base na população da localidade, foram estabelecidos três tipos de CAPS: tipo I, que atende municípios com população entre 20 e 70 mil habitantes, funcionando das 8h às 18h; tipo II, para municípios com população entre 70 e 200 mil habitantes, atendendo das 8h às 18h, podendo ser expandido até às 21h; e o tipo III, para municípios com população acima de 200 mil habitantes, e com funcionamento 24h. Também há variações relativas ao tipo de atendimento como o CAPSi, exclusivo para o atendimento de crianças e adolescentes, e o CAPSad, para usuários de drogas e álcool.
Com base na população da localidade, foram estabelecidos três tipos de CAPS: tipo I, que atende municípios com população entre 20 e 70 mil habitantes, funcionando das 8h às 18h; tipo II, para municípios com população entre 70 e 200 mil habitantes, atendendo das 8h às 18h, podendo ser expandido até às 21h; e o tipo III, para municípios com população acima de 200 mil habitantes, e com funcionamento 24h. Também há variações relativas ao tipo de atendimento como o CAPSi, exclusivo para o atendimento de crianças e adolescentes, e o CAPSad, para usuários de drogas e álcool.
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